quarta-feira, março 21, 2007
Descobrimento da Austrália
O livro "Beyond Capricorn" (Além de Capricórnio) de australiano Peter Trickett diz que o mapa, que marca locais geográficos de forma acurada em português ao longo da costa leste da Austrália, prova que o navegante português Cristovão de Mendonça liderou uma frota de quatro navios até a Baía de Botany em 1522 -- quase 250 anos antes da chegada do capitão britânico James Cook.
O autor disse que quando viu o pequeno mapa reconheceu todas as baías e cabos da Baía de Botany em Sydney -- o local onde Cook reivindicou a Austrália para a Grã-Bretanha em 1770.
Trickett diz ter encontrado o mapa por acaso, enquanto folheava livros de história numa biblioteca de Canberra, há oito . Ele disse que a livraria tinha uma reprodução do Atlas Vallard, uma coleção de 15 mapas feitos à mão completados até 1545 na França. Os mapas representavam o mundo como ele era conhecido na época.
Dois dos mapas chamados "Terra Java" tinham uma similaridade notável com a costa leste australiana. Ele pensou que os cartógrafos haviam feito os mapas de Vallard alinhando erradamente dois mapas portugueses dos quais copiavam. É aceito que cartógrafos franceses tenham usado mapas adquiridos ilegalmente de Portugal e de embarcações portuguesas que foram capturadas, disse o autor.
Usando um computador, Trickett fez uma rotação de 90 graus da parte sul do mapa de Vallard para produzir um mapa que representa acuradamente a costa leste da Austrália.
Trickett acredita que os mapas originais foram feitos por Mendonça, que saiu de Portugal com quatro navios em uma missão secreta para descobrir a "Ilha do Ouro" de Marco Pólo, no sul de Java.
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
Geometria Muçulmana Avançada na Idade Média
Padrões geométricos sofisticados na arquitetura islâmica medieval indicam que os seus projetistas possuiam um grande conhecimento matemático 500 anos antes dos estudiosos ocidentais.
Por volta do século XV, os padrões de azulejos decorativos em obras primas da arquitetura islâmica atingiram uma complexidade tal que um pequeno número deles pode ser chamado de "quasicristalino".
Somente nos anos 70, o matemático e cosmólogo Roger Penrose foi o primeiro a descrever este tipo de padrão no Ocidente. Os padrões quasicristalinos são compostos por um conjunto de unidades que se encaixam formando padrões que nunca se repetem, nem quando extrapolados ao infinito, além de possuírem uma forma especial de simetria.
A tradição islâmica é reticente com as representações pictóricas na arte. As mesquitas e outras grandes construções islâmicas são geralmente decoradas com azulejos dispostos em padrões geométricos complexos.
As paredes de várias estruturas medievais islâmicas mostram padrões de estrelas e polígonos suntosos. Pesquisas revelam que, por volta do ano 1200, um grande avanço ocorreu na matemática e na arte islâmica, como indicam estes padrões geométricos.
O Islã floresceu no começo do século VII, quando a Europa estava mergulhada na Idade Média. Os islâmicos fizeram grandes avanços ao longo dos séculos em matemática, medicina, engenharia, cerâmica, tecelagem, arquitetura, entre outras áreas.quinta-feira, novembro 09, 2006
Biblioteca Africana
Até o momento, cerca de 150 mil manuscritos datados do século XIII, alguns deles em estado precário, foram recuperados. Segundo historiadores locais, muitos outros podem estar enterrados na região, coberta pelo deserto do Saara.
Os textos estavam guardados sob casas de tradicionais famílias malinesas e em cavernas localizadas no deserto. Alguns dos textos eram usados para ensinar astrologia ou matemática, enquanto outros trazem relatos sobre a vida social e comercial de Timbuktu em sua chamada ”era de ouro”, no século XVI, quando a cidade era centro de estudos e conhecimentos.
Só recentemente, as famílias tradicionais de Timbuktu começaram a abrir mão dessas preciosidades históricas, vistas por muitos como relíquias de família. Eles vem sendo persuadidos pelas autoridades locais a ver os manuscritos como parte da cultura da comunidade.
Especialistas acreditam que os textos recolhidos até agora representam apenas uma fração do tesouro escondido sob séculos de pó atrás das ornamentadas portas de madeira das residências de Timbuktu.
Alguns acadêmicos dizem que os textos vão obrigar o Ocidente a aceitar que a África tem uma história intelectual tão antiga quanto a sua. Outros traçam comparações com a descoberta dos manuscritos do Mar Morto.
