Mostrando postagens com marcador Biologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Biologia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, junho 01, 2007

Centro de Excelência Ambiental da Petrobras na Amazônia

A Petrobras lança nesta terça-feira (5/6), em Manaus, o Centro de Excelência Ambiental da Petrobras na Amazônia (Ceap). O evento de lançamento, que também comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia, contará com a participação da ministra de Meio Ambiente, Marina Silva. A cerimônia terá início às 19h, no Teatro Amazonas.

Segundo a Petrobras, a implantação do Ceap tem relevância estratégica, a começar pela redução dos riscos associados a intervenções da indústria do petróleo na Amazônia. O centro também será um instrumento gerencial para parcerias estratégicas da empresa na região, o que inclui universidades, instituições de pesquisa, órgãos governamentais, organizações não-governamentais e agentes econômicos.

Cerca de 30 projetos em andamento fazem parte da carteira do Ceap, que terá investimentos superiores a R$ 500 milhões até 2012. Os projetos iniciados reúnem cerca de 650 pesquisadores das diferentes instituições científicas, universidades e ONGs.

No Ceap todos os projetos da Petrobras serão estruturados em núcleos temáticos, para maior facilidade de captação e aplicação de recursos, bem como sinergia entre as ações.

Uma das iniciativas da área de atuação do Ceap é o Projeto Piatam (Potenciais Impactos e Riscos Ambientais na Indústria do Petróleo e Gás no Amazonas), apoiado pela Petrobras e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e coordenado tecnicamente pela Universidade Federal do Amazonas.

O projeto monitora as atividades de produção e transporte de petróleo e gás natural oriundos de Urucu, localizada em plena Floresta Amazônica. São mais de 200 pesquisadores, que quatro vezes por ano realizam excursões, durante as diferentes estações hidrológicas do rio Solimões, percorrendo 400 quilômetros e pesquisando nove comunidades ribeirinhas.

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Inofensivo

Experimentos que têm como objetivo levar ao desenvolvimento de uma vacina contra a picada do escorpião amarelo (Tityus serrulatus) estão sendo realizados em Belo Horizonte por pesquisadores da Fundação Ezequiel Dias (Funed) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Não existe no mundo uma vacina contra picadas de escorpião. No caso brasileiro, o alvo foi o amarelo.

O Tityus serrulatus é a espécie responsável pela maioria dos envenenamentos por picadas do animal no Brasil. No total, são mais de 20 mil casos por ano em todo o país, sendo que a mortalidade atinge cerca de 1,5% desse total.

Atualmente, a Funed e o Instituto Butantan, em São Paulo, produzem soros para tratar pessoas picadas pelo animal. O objetivo dos estudos feitos em Minas Gerais é desenvolver anticorpos protetores in vivo (vacinas) com potencial de uso terapêutico, visando a aplicações preventivas.

No estudo, o veneno do escorpião amarelo foi dividido em componentes letais, tóxicos e não-tóxicos. Apesar de apresentar características que a assemelham dos componentes tóxicos, os pesquisadores se concentraram na proteína TsNTxP (Tityus serrulatus non-toxic protein), após a comprovação, por meio de análises farmacológicas, de que ela não é tóxica.

Os pesquisadores injetaram doses da TsNTxP em camundongos, que não morreram após receberem uma quantidade da proteína equivalente a duas picadas do escorpião amarelo.

O veneno do escorpião tem cerca de 100 proteínas que podem ser tóxicas.

Como a TsNTxP nativa (purificada do veneno) representa cerca de apenas 1% do veneno do escorpião, para se ter uma caraterização imunológica mais eficiente seria preciso uma grande quantidade do veneno total do escorpião, o que é muito difícil conseguir. A solução foi partir para a produção dessa proteína em bactérias, usando técnicas de engenharia genética.

Com um litro da substância proveniente de uma cultura de bactérias foi possível produzir de 5 a 15 miligramas da proteína. Em seguida, os pesquisadores identificaram partes das moléculas da TsNTxP responsáveis pela indução de anticorpos.

Atualmente, os pesquisadores fazem testes com diferentes esquemas de imunização em camundongos com a TsNTxP em sua formas nativa, recombinante e também com peptídeos sintéticos identificados na estrutura molecular da protéina.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Tamanho é documento

O tamanho importa na ciência da atração sexual, especialmente para os peixes.
Um grupo de cientistas das universidades de Exeter e Glasgow descobriram que as fêmeas do espada (Xiphophorus hellerii) amadurecem mais rapidamente se encontram um macho com uma cauda maior. Do mesmo modo, os machos retardam o desenvolvimento sexual por vários meses se encontram um outro macho mais bem dotado, a fim de que haja menos competição.

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Vôo sem penas

Eles não tinham penas, bicos e nem ao menos asas. Os primeiros vertebrados presentes nos céus terrestres não eram aves, mas pertenciam à espécie Volaticotherium antiquus, de uma nova ordem que acaba de ser descrita. Do tamanho de um esquilo, eram pequenos, peludos e mamíferos. Viveram há mais de 125 milhões de anos, no período Mesozóico.

A descoberta, anunciada na edição de 14 de dezembro da revista Nature, foi feita por um grupo de cientistas chineses do Instituto de Paleontologia e Paleoantropologia de Vertebrados da Academia Chinesa de Ciências.

O grupo analisou restos fósseis de um espécime que viveu no interior da Mongólia. O inusitado animal difere de todos os outros conhecidos da fauna mesozóica. Tem dentes afiados, cauda comprida, membros alongados e uma membrana fina – conhecida como patágio – coberta de pêlos nas laterais do corpo, que usava para planar.

Segundo os pesquisadores, o animal pesava menos de meio quilo, era noturno, alimentava-se de insetos e tinha tamanho similar ao dos esquilos voadores atuais. O estudo aponta que o Volaticotherium antiquus deslocou-se pelo ar antes das aves e muito antes dos morcegos, cujos primeiros registros são de 51 milhões de anos atrás.
Os autores do estudo descrevem o Volaticotherium antiquus como “altamente especializado” e pertencente a uma nova ordem de mamíferos, a Volaticotheria. Segundo o Museu Norte-Americano de História Natural, trata-se de uma das “mais importantes descobertas ou descrições de um grande grupo de mamíferos desde a revisão feita por Richard Owen [biólogo inglês, 1804-1892] dos mamíferos mesozóicos em 1871”.

sexta-feira, novembro 17, 2006

Vida que veio do céu

Em julho de 2001, uma misteriosa chuva vermelha atingiu uma grande área do sul da Índia. Os moradores acreditavam que a chuva era um anúncio do fim do mundo, mas a explicação oficial foi de que a precipitação havia sido causada pela poeira do deserto que havia sido soprada da península Arábica.

Entretanto, Godfrey Louis, um cientista presente no local, ficou convencido de que havia algo mais incomum acontecendo. Ele descobriu que na chuva estavam minúsculas células biológicas, mas, pelo fato de estas células aparentemente não apresentarem DNA, o componente essencial de toda a vida na Terra, o cientista concluiu que estas células poderiam ser formas de vida alienígenas.
O trabalho de Louis iniciou uma série de acontecimentos que levou cientistas no mundo todo a debaterem a origem destas células misteriosas. A principal razão por que as idéias de Louis não foram ridicularizadas imediatamente após seu lançamento foi a relação com uma teoria defendida por dois cientistas britânicos desde a década de 1960. O falecido Fred Hoyle e o professor Chandra Wickramasinghe foram os principais cientistas a defender a Panspermia, a idéia de que a vida na Terra se originou em outro planeta. Estes cientistas especularam que a vida foi trazida para a Terra por um cometa. Na última década, a Panspermia tem sido cada vez mais levada a sério.