quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Inofensivo

Experimentos que têm como objetivo levar ao desenvolvimento de uma vacina contra a picada do escorpião amarelo (Tityus serrulatus) estão sendo realizados em Belo Horizonte por pesquisadores da Fundação Ezequiel Dias (Funed) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Não existe no mundo uma vacina contra picadas de escorpião. No caso brasileiro, o alvo foi o amarelo.

O Tityus serrulatus é a espécie responsável pela maioria dos envenenamentos por picadas do animal no Brasil. No total, são mais de 20 mil casos por ano em todo o país, sendo que a mortalidade atinge cerca de 1,5% desse total.

Atualmente, a Funed e o Instituto Butantan, em São Paulo, produzem soros para tratar pessoas picadas pelo animal. O objetivo dos estudos feitos em Minas Gerais é desenvolver anticorpos protetores in vivo (vacinas) com potencial de uso terapêutico, visando a aplicações preventivas.

No estudo, o veneno do escorpião amarelo foi dividido em componentes letais, tóxicos e não-tóxicos. Apesar de apresentar características que a assemelham dos componentes tóxicos, os pesquisadores se concentraram na proteína TsNTxP (Tityus serrulatus non-toxic protein), após a comprovação, por meio de análises farmacológicas, de que ela não é tóxica.

Os pesquisadores injetaram doses da TsNTxP em camundongos, que não morreram após receberem uma quantidade da proteína equivalente a duas picadas do escorpião amarelo.

O veneno do escorpião tem cerca de 100 proteínas que podem ser tóxicas.

Como a TsNTxP nativa (purificada do veneno) representa cerca de apenas 1% do veneno do escorpião, para se ter uma caraterização imunológica mais eficiente seria preciso uma grande quantidade do veneno total do escorpião, o que é muito difícil conseguir. A solução foi partir para a produção dessa proteína em bactérias, usando técnicas de engenharia genética.

Com um litro da substância proveniente de uma cultura de bactérias foi possível produzir de 5 a 15 miligramas da proteína. Em seguida, os pesquisadores identificaram partes das moléculas da TsNTxP responsáveis pela indução de anticorpos.

Atualmente, os pesquisadores fazem testes com diferentes esquemas de imunização em camundongos com a TsNTxP em sua formas nativa, recombinante e também com peptídeos sintéticos identificados na estrutura molecular da protéina.

2 comentários:

Renata disse...

Putz, 100 proteínas tóxicas em um bichinho só? Não é à toa que tenho trauma de escorpião. Beijinhos.

Anônimo disse...

achei um hoje aqui em casa ,um bebezinho , que nojo e repugnância eu tenho dessa peste !!!!! odeio essa bostinha , queria que fizessem além da vacina ,um veneno para detetizar contra escorpião , eu sei que não tem
e isso é pânico total ,imagina não poder dormir em paz ,achando que um vai subir na cama ,,que DEUS nos livre disso pra sempre !!!