quinta-feira, outubro 05, 2006

Nanotecnologia aqui e agora

O termo nanotecnologia tem evoluído no seu significado ao longo dos anos. Inicialmente ele era utilizado para descrever a produção intencional de mecanismos de dimensões nanométricas (1 nm = 0,000000001 m) e, hoje em dia, usa-se essa palavra para descrever praticamente qualquer coisa produzida que tenha as dimensões entre 1 e 100 nm (atualmente, o uso é mais freqüente para material na forma de pó). Para expressar a idéia original, cunhou-se a expressão "nanotecnologia molecular" (cuja sigla em inglês é MNT).
A nanotecnologia molecular tem por objetivo projetar e construir intencionalmente duas coisas, molécula por molécula: a) nano e micro-máquinas e computadores extremamente avançados; b) objetos de tamanho "normal", i.e. macroscópicos, em nanofábricas. De uma forma muito resumida, pode-se dizer que a MNT permite um controle inédito do mundo material, em nanoescala, permitindo um projeto com especificações e propriedades bem exatas.
Os objetivos descritos no parágrafo anterior ainda estão nos primeiros passos, mas não devem ser considerados "ficção-científica" de maneira alguma. Nanoengrenagens têm sido montadas, átomo por átomo; e até um nanocarro já foi sintetizado em laboratório, através de reações químicas. A produção de objetos macroscópicos através de montadores ainda está um pouco mais distante, mas não devemos esquecer que a natureza faz exatamente isso desde que os primeiros organismos pluricelulares apareceram sobre a Terra. Não poderia haver inspiração melhor.
Os primeiros exemplos de nanoprodutos já estão chegando nas prateleiras. A equipe canadense de esqui já usa uma cera especial desenvolvida com nanotecnologia que permite que os competidores deslizem melhor sobre a neve. Tecidos à prova de manchas e que não amassam já estão sendo usados em calças e camisas. A vaidade também impulsiona a nanotecnologia e cremes que penetram mais fundo na pele já estão a venda. A lista continua com óculos de sol, filtros solares, bolas e raquetes de tênis e até ossos sintéticos.
Isso é apenas o começo.

Um comentário:

Renata disse...

Não sei por que, mas eu tinha a leve impressão de que esse assunto não iria demorar a aparecer por aqui. =)
Não tinha a menor idéia de que tecidos que não amassam têm a ver com nanotecnologia.