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quinta-feira, abril 19, 2007

Aumentam os Acidentes com Aranhas no Rio de Janeiro

De 2001 a 2005, os acidentes com picadas de aranhas aumentaram 350% no Estado do Rio de Janeiro, passando de 46 para 207 casos registrados por ano. Os números estão em pesquisa coordenada pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O trabalho, que teve o objetivo de acompanhar a evolução dos acidentes com animais peçonhentos no estado, utilizou dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde.

Foram considerados apenas animais de importância médica, ou seja, espécies que podem gerar acidentes graves, como a aranha-marrom (Loxosceles intermedia) ou a aranha-armadeira (Phoneutria nigriventer).

Um crescimento na freqüência dos acidentes com escorpiões e serpentes também foi observado no estudo. Os acidentes com escorpiões passaram de 114 notificações, em 2001, para 272, em 2005, com um aumento de 139%. Entre as serpentes, o número de casos pulou de 406 para 584 no período (aumento de 44%).

quarta-feira, abril 04, 2007

Pior Que Radiação

Respirar o ar poluído de grandes cidades como São Paulo pode ser mais perigoso para a saúde do que ser exposto a altos níveis de radiação, de acordo com uma pesquisa publicada nesta terça-feira.
O estudo concluiu que os sobreviventes do acidente na usina nuclear de Chernobyl, em 1986, e das bombas atômicas que atingiram Hiroshima e Nagasaki, em 1945, sofrem conseqüências parecidas ou até menores do que quem vive em áreas poluídas, fuma ou é obeso.

Estimativas sugerem que pessoas que fumaram a vida inteira podem morrer dez anos antes por causa do hábito, enquanto quem é severamente obeso aos 35 anos (com um Índice de Massa Corporal acima de 40) pode viver de quatro a dez anos a menos.

Já os sobreviventes das bombas atômicas do Japão que estavam num raio de 1,5 quilômetro do epicentro da explosão têm a expectativa de vida reduzida em 2,6 anos, em média, de acordo com a pesquisa.

O estudo revelou ainda que pessoas expostas à radiação em Chernobyl têm uma chance em 100 de contrair um câncer fatal ao longo da vida, o que representa uma alta no risco de mortalidade de 1%.

Já um não-fumante que vive com um parceiro que fuma tem 1,7% mais chance de morrer de uma doença cardíaca devido ao fumo passivo e alguém que deixa uma cidade pouco poluída para um grande centro aumenta seu risco de morte devido aos efeitos da poluição em 2,8%.

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Clima e Saúde

Como as mudanças climáticas podem afetar a saúde humana e a produção de alimentos. O assunto será abordado por José Antônio Marengo Orsini, do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Com a expectativa de secas e inundações em diferentes regiões do país, o trabalho desenvolvido no CPTEC ganha importância ainda maior. Um exemplo é um serviço lançado recentemente pelo centro, para que fenômenos meteorológicos que costumam provocar impactos na sociedade possam ser conhecidos com antecedência.

No quadro Reportagem Especial, o ouvinte conhecerá um panorama da luta pelo acesso às drogas que combatem o vírus HIV. Instituições brasileiras e estrangeiras têm entrado com recursos para o licenciamento compulsório de patentes de medicamentos.

Outros destaques do programa são um estudo que revela que população de aves no Pontal do Paranapanema ainda não sofreu todo o impacto que a devastação da mata nativa pode provocar e uma reportagem sobre a evolução das urnas eletrônicas no Brasil.

O programa Pesquisa Brasil é transmitido nos finais de semana pela Rádio Eldorado AM (700 kHz), sempre às 12h30 e 19h30 de sábado e às 14h de domingo. Nos mesmos horários, pode ser acompanhado pela DirecTV, no canal de áudio 883, ou pela internet, no endereço www.radioeldoradoam.com.br.

A partir da tarde de segunda-feira, os interessados também podem ouvir o conteúdo do programa no site da revista Pesquisa FAPESP, em www.revistapesquisa.fapesp.br.

terça-feira, novembro 14, 2006

União Europeia proíbe mercúrio em termômetros

Os parlamentares da União Europeia votaram hoje em favor de um banimento por todo o continente do mercúrio em termômetros, devido ao risco que este metal pesado causa aos seres vivos.
Estima-se que entre 30 e 33 toneladas de mercúrio sejam usadas em termômetros no Velho Continente a cada ano. A exposição direta ao mercúrio de um termômetro quebrado pode ser danosa aos pulmões, rins e ao cérebro.
Para a resolução ter efeito, é necessário que cada país membro aprove o banimento. A medida não vale para instrumentos já em uso ou aqueles que já estão no mercado.
Os barômetros que utilizam mercúrio também receberam uma reprimenda, mas não foram banidos, pois os parlamentares acreditam que muito lixo tóxico seria produzido pela eliminação de instrumentos quebrados.