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terça-feira, maio 29, 2007

A Matemática dos pequeninos

Crianças pequenas podem somar e subtrair antes de aprenderem as regras da aritimética. Pesquisadores americanos apresentaram a um grupo de crianças de cinco e seis anos de idade problemas do tipo "Sarah tem 15 doces e ganha mais 19; John tem 51 doces. Quem tem mais?" Para apresentarem a resposta certa, as crianças precisam de um senso intuitivo de quantidade, o que pode reduzir a dificuldade em aprender aritimética.

Estudos anteriores mostraram que crianças pequenas conseguem fazer julgamentos matemáticos simples. Uma criança no pré-escolar ou jardim de infância consegue distinguir a diferença entre uma tela de computador com 21, 30 e 34 pontos na imagem.

Acredita-se que esta habilidade, chamada de aritimética não-simbólica possa ser aplicada aos numerais Indo-arábicos depois que se aprende a contar mas antes de se aprender a somar e subtrair.

segunda-feira, maio 21, 2007

Teimosia

A resistência em aceitar idéias e fatos científicos tem sido uma preocupação em diversas sociedades. Em pesquisa feita nos Estados Unidos em 2005, pelo instituto Pew Trust, os resultados não foram nada animadores para a comunidade científica e educadores. Dos entrevistados, 42% disseram acreditar que humanos e outros animais existem em sua forma atual desde o início dos tempos, em noção que contradiz a própria existência da evolução. Muitos disseram acreditar na eficácia de intervenções médicas não comprovadas cientificamente, na natureza mística de experiências não corporais, na existência de entidades sobrenaturais do tipo fadas e fantasmas e na legitimidade da astrologia, adivinhação e percepção extra-sensorial

No texto, publicado na revista Science, os pesquisadores do Departamento de Psicologia da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, descrevem a origem da recusa em aceitar noções científicas. As implicações são sérias pois um público cientificamente ignorante não é capaz de avaliar políticas a respeito de temas como o aquecimento global, organismos geneticamente modificados, pesquisas com células-tronco, etc.
Segundo os pesquisadores, a resistência tem origem especialmente em concepções e inclinações presentes na infância e que continuariam por toda a vida adulta. Adultos resistiriam a fatos científicos por não os encararem como intuitivos ou naturais, comportamento que derivaria de suas experiências quando crianças.

Um exemplo dado pelos autores está na noção já presente em crianças pequenas de que objetos caem ao ser soltos, o que complicaria a compreensão a respeito da forma terrestre. Se o planeta é redondo, por que pessoas do outro lado não caem para fora dele? Seria uma dúvida comum.

Para os pesquisadores, apenas aos 8 ou 9 anos as crianças passariam a entender questões como gravidade, ainda que muitos continuem a representar em atividades escolares a Terra, por exemplo, como uma meia esfera de topo achatado ou como uma esfera oca em que as pessoas viveriam no interior.

A resistência a noções científicas seria ainda maior em situações em que haveria uma alternativa não científica, baseada em senso comum e aceita por pessoas ou setores considerados confiáveis.

sexta-feira, março 30, 2007

Raiva estimulante

Receber um olhar de raiva é um estímulo a pessoas com altos níveis de testosterona, segundo um estudo de cientistas americanos da Universidade de Michigan.
Eles verificaram os níveis de testosterona de 70 pessoas e suas respostas a estímulos visuais ao receber olhares agressivos.
Os pesquisadores deram aos voluntários uma tarefa envolvendo modelos de códigos em um computador. Após cada repetição da tarefa, rostos de pessoas "com raiva" ou com uma expressão natural eram mostradas em uma tela por milisegundos - apenas o tempo para a consciência registrar o fato.
Os pesquisadores verificaram que os voluntários com altos níveis de testosterona aprenderam a seqüência da tarefa mais rapidamente quando rostos com expressões de raiva eram mostrados. Segundo a revista NewScientist, os voluntários com baixos níveis de testosterona não tiveram resultados semelhantes.
Segundo os pesquisadores, os rostos com expressão de raiva serviram para encorajar o aprendizado das pessoas com mais testosterona. Para os pesquisadores, como os níveis mais altos de testosterona são identificados em pessoas socialmente dominantes, esses indivíduos podem encarar a "raiva" de outro como um estímulo à manutenção desse domínio.

sexta-feira, março 23, 2007

Vermicida vira droga

O órgão que regula a venda de remédios na Grã-Bretanha fez um alerta sobre o uso um vermicida como droga recreativa por jovens do país.
As pílulas de BZP (benzilpiperazina) estão sendo vendidas em danceterias como um “barato legalizado e à base de ervas”, apesar de a droga ser completamente sintética.
O principal ingrediente no remédio, a piperazina, é normalmente usado como vermicida em animais e seres humanos. Mas a droga também age como um estimulante, com efeitos similares aos da anfetamina.
A Agência Reguladora de Remédios e Saúde (MHRA, na sigla em inglês), alerta que a droga pode causar problemas de saúde, como tontura, vômitos, taquicardia, diarréia e reações alérgicas.
A droga é classificada como um produto medicinal e pode ser vendida em farmácias.
Entretanto, a MHRA já confiscou milhares de pílulas de piperazina produzidas e vendidas sem licença e está planejando processar os importadores, vendedores e produtores dessas versões ilegais do remédio.
Várias lojas retiraram o produto de circulação, mas outras dizem que o BZP evita que jovens consumam outras drogas mais pesadas.

quinta-feira, março 22, 2007

Heavy Metal para os superdotados

Estudantes talentosos que se sentem pressionados por sua capacidade usam música heavy metal para superar as suas emoções negativas, de acordo com um estudo da Universidade de Warwick, na Grã-Bretanha.

A pesquisa foi coordenada por dois pesquisadores da Academia Nacional para Jovens Talentosos e Superdotados da universidade britânica. Ambos estudaram 1.057 alunos entre 11 e 18 anos.
Os jovens responderam a questionários sobre família, comportamento na escola, nas horas de lazer e preferências na imprensa. Os alunos também responderam a perguntas sobre o seu gosto musical.

O rock foi o estilo mais popular, seguido de perto pelo pop. Mais de um terço dos entrevistados citou o heavy metal como gênero favorito.

Os estilos musicais também foram associados a características de personalidade dos jovens: os que dizem gostar de heavy metal teriam uma auto-estima mais baixa do que os outros.
Intrigados com essa relação, os pesquisadores então entrevistaram 19 estudantes superdotados sobre a opinião deles acerca do heavy metal.

Os estudantes, embora afirmassem não se considerarem "metaleiros", disseram se identificar com alguns aspectos dessa subcultura.

Eles dizem que o heavy metal pode ser usado como instrumento de catarse, usando a música normalmente alta e agressiva para liberar as suas frustrações e irritações.

segunda-feira, março 19, 2007

Para vencer a solidão noturna

Tanto os adultos como as crianças gostam de aconchegar-se à noite acompanhados com um animal de pelúcia quando se sentem sós. De acordo com novo estudo, 20 por cento dos homens e 15 por cento das mulheres dormem com animais de pelúcia para não sentirem a solidão.

Das duas mil pessoas questionadas para a pesquisa, 63 por cento diz que precisa de um momento de "aconchego" para adormecer. Oito por cento das mulheres admite que vaporiza as almofadas e o pijama com o perfume do namorado ou marido, quando eles estão fora de casa.

Apenas três em cinco pessoas sentem-se sós quando dormem sem o seu par, enquanto 16 têm dificuldade em adormecer e 9 por cento têm mesmo medo.

O estudo foi realizado por uma cadeia de hóteis que irá lançar uma almofada com 1,5 m de comprimento e que terá dois braços para que os hóspedes do hotel possam dormir abraçados. E não se sintam sós.

sexta-feira, março 09, 2007

Mensagens Subliminares

Uma pesquisa publicada na revista Current Biology sugere que propagandas que usam imagens subliminares provavelmente têm efeito. Esta é a primeira vez que pesquisadores conseguiram provas fisiológicas do impacto destas imagens. A prática, que foi usada pela primeira vez na década de 1950, foi proibida na Grã-Bretanha, mas ainda é usada nos Estados Unidos.

Exames do cérebro realizados pelos pesquisadores do University College de Londres mostraram que as pessoas registram imagens apenas se o cérebro tem "capacidade sobrando".
Os sete participantes do estudo utilizaram óculos com filtros azuis e vermelhos que projetavam imagens mais desbotadas, fracas, de objetos do cotidiano em um olho. No outro olho, eram projetadas imagens fortes e bem definidas, que piscavam.

Ao mesmo tempo, os voluntários deveriam realizar uma tarefa fácil, como escolher a letra T em um fluxo de letras, ou uma mais difícil, como escolher uma letra N em branco ou a letra Z em azul.

Com um exame de contraste no cérebro, os pesquisadores descobriram que durante a tarefa fácil o cérebro registrou as imagens fracas, apesar dos participantes não terem percebido o que viram.

Isso foi observado pela atividade em uma parte do cérebro chamada córtex visual primário.
Durante a tarefa difícil, que exigia mais concentração, o exame não captou nenhuma atividade cerebral relevante sugerindo que os participantes não registraram a imagem subliminar.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Sexualização demais afeta meninas

A representação de jovens mulheres como objetos sexuais na mídia, prejudica a saúde mental de adolescentes, dizem especialistas americanos. A exposição em revistas, televisão, videogames, videoclipes, filmes, letras de música, revistas e internet tem um efeito danoso para o desenvolvimento de garotas adolescentes, diz um relatório da Associação Americana de Psicologia, divulgado nesta segunda-feira.

A sexualização - que, segundo a associação, ocorre quando uma pessoa é vista como um objeto sexual e quando alguém é valorizado apenas por seu apelo ou comportamento sexual - pode levar à perda de auto-estima, depressão e anorexia.

Segundo o relatório, há exemplos da sexualização de jovens em todos esses veículos.
Os casos teriam aumentado com o surgimento de novas mídias, como a internet, e com a popularização do acesso à informação.

Entre os exemplos usados pelo relatório está um comercial de tênis que mostra a cantora Christina Aguilera vestida com uniforme escolar com a camisa desabotoada, lambendo um pirulito.

As meninas podem acabar se sentindo desconfortáveis em seu próprio corpo, tendo problemas de auto-estima, distúrbios alimentares, depressão e uma auto-imagem sexual pouco saudável.
Segundo os psicólogos, os pais podem acabar contribuindo para o problema ou podem assumir uma posição protetora e educativa.

A associação fez um apelo para que os pais, educadores e profissionais de saúde fiquem atentos para o potencial impacto da sexualização sobre adolescentes.

O relatório recomenda ainda que as escolas tenham programas de educação sexual que mostrem aos alunos o impacto da exposição de jovens como objetos sexuais.