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quarta-feira, junho 27, 2007

Disgnóstico mais acessível

Cientistas conseguiram miniaturizar e automatizar um importante teste para o diagnóstico do câncer que até hoje só podia ser feito em laboratórios especiais, ao custo de milhares de dólares e levando vários dias para dar os resultados. Agora tudo pode ser feito em um chip-laboratório, ao custo de US$10,00 cada exame, e dando os resultados no mesmo dia.
O teste é chamado FISH - Fluorescent In Situ Hybridization, um exame capaz de detectar mutações em cromossomos para diversos tipos de câncer. Os médicos sabem do valor da informação revelada pelo exame FISH. E agora poderão contar com essa informação durante o tratamento dos seus pacientes.

O exame FISH consiste na aplicação de corantes aos cromossomos como forma de detectar quebras e religações cromossômicas provocadas pelo câncer. Essas anormalidades dão informações preciosas sobre as conseqüências provocadas pela doença e a resposta do organismo aos medicamentos.

O teste FISH tradicional exige laboratórios grandes, reagentes caros e tecnólogos e biomédicos altamente treinados. Ainda assim os resultados levam vários dias para ficarem prontos.

A solução para essas deficiências veio por meio da microfluídica, um campo de pesquisas que está criando biochips a partir da mesma tecnologia usada para fabricação de microprocessadores de computador.

O novo microlaboratório consegue fazer o teste FISH em 10 amostras simultaneamente, ao custo de apenas US$10,00 cada uma. E os resultados saem no mesmo dia.

A detecção rápida das mutações cromossômicas irá permitir aos médicos ajustarem suas estratégias de tratamento segundo cada tipo de câncer e conforme as respostas do organismo de cada paciente.

sexta-feira, junho 15, 2007

Espectroscopia num chip

A espectroscopia atômica é uma técnica capaz de determinar a composição química de um material por meio do seu espectro eletromagnético. Ela tem um amplo leque de aplicações, da determinação da composição química de outros planetas, até a estabilização da freqüência de raios lasers e a detecção de gases.

Agora, pesquisadores da Universidade da California, Estados Unidos, conseguiram pela primeira vez fabricar um equipamento de espectroscopia atômica totalmente integrado em um chip. Essa miniaturização deverá não apenas facilitar a utilização da técnica em suas aplicações normais, como abrir novas possibilidades de uso e exploração de novas tecnologias.

A espectroscopia atômica é baseada na interação da luz e da matéria, identificando as substâncias pelos comprimentos de onda da luz que elas absorvem ou emitem. Os equipamentos convencionais são grandes, caros e de manutenção difícil.

O novo chip de espectroscopia atômica contém tudo embutido, incluindo as células de vapor de rubídio e guias de onda de interconexão, tudo acessado por meio de fibras ópticas e mede menos de 1 centímetro quadrado. Isso permitirá o estudo de átomos e moléculas em uma plataforma minúscula, com todo o aparato óptico já integrado.