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quinta-feira, novembro 29, 2007

Gêmeos

De todos os planetas do Sistema Solar, Vênus é o mais parecido com a Terra, além de ser o mais próximo também na distância. Os dois têm massa, volume, área superficial, raio, densidade e velocidade de escape semelhantes.
Mas as similaridades na forma e origem não se estenderam para um ponto fundamental: a vida. Enquanto o clima permitiu que a Terra florescesse, Vênus se tornou um lugar infernal, com atmosfera composta por 96,5% de dióxido de carbono e nuvens de ácido sulfúrico, pressão atmosférica 92 vezes maior e temperatura superficial que ultrapassa os 450ºC.
Tentar entender o que deu errado é o objetivo da missão Venus Express, lançada em 2005 pela Agência Espacial Européia (ESA).
Em oito artigos publicados na edição desta quinta-feira (29/11) da revista Nature, diversos grupos de cientistas apresentam os resultados das mais extensas análises feitas até o momento sobre o vizinho terrestre. Chamá-los de gêmeos não é exagero, ainda que tenham crescido de modo tão diferente.
No artigo principal, destaca-se que apesar de Vênus não ter nem sombra da vida existente na Terra, as semelhanças entre os dois é o principal destaque – e foi muito maior na infância dos planetas.
Segundo os estudos, as altas temperaturas, os ventos zonais (que circulam pela latitude) e a turbulência próxima ao equador de Vênus resultaram na densa atmosfera e na grande quantidade de gás estufa retida na atmosfera do planeta.
A superfície inóspita de Vênus teria sido causada pela quebra das grandes quantidades originais de vapor de água em moléculas de hidrogênio e oxigênio. A primeira, mais leve, escapou no espaço, enquanto o elemento mais pesado permaneceu e se oxidou na atmosfera, resultando na superfície quente e seca atual.
A Venus Express também descobriu algo intrigante: descargas elétricas. A questão é que os cientistas achavam que não deveriam existir raios no planeta por conta do tipo de nuvens, parecidas com as de poluição observadas na Terra. Além disso, apesar da proximidade, os astrônomos nunca observaram qualquer raio em Vênus. Entretanto, a sonda identificou ondas eletromagnéticas de baixa freqüência e curta duração que se estima tenham origem em descargas elétricas.
A missão européia está prevista para durar até 2013. Segundo os autores do estudo, futuras análises ampliarão não apenas o conhecimento a respeito de Vênus, mas também da própria Terra. Afinal, dizem, a atual atmosfera venusiana pode ser vista como uma extrapolação radical da terrestre, em ritmo de aquecimento promovido pelo efeito estufa. Ou seja, semelhantes na origem e no fim.

terça-feira, junho 26, 2007

Buracos Negros Existem?

Uma equipe de astrofísicos da Universidade Case Western, Estados Unidos, publicou recentemente um artigo científico afirmando que os buracos negros podem não existir. Ou pelo menos não são devoradores de matéria, como se imaginava até agora.

Apesar de povoarem inúmeros artigos e livros científicos, a ponto de já terem atingido o imaginário popular, os buracos negros não podem ser observados diretamente. O que os cientistas têm em mãos são efeitos gravitacionais, que são atribuídos a essas estruturas capazes de devorar qualquer coisa que ultrapasse suas fronteiras.
A fronteira de um buraco negro é chamada de horizonte de eventos. Segundo a teoria atualmente aceita, qualquer objeto que ultrapasse o horizonte de eventos de um buraco negro será totalmente destruído - não apenas esmigalhado ou vaporizado, por que isto deixaria migalhas ou vapores, mas destruído mesmo, "sem deixar qualquer informação," como dizem os cientistas. Nem mesmo a luz consegue escapar de lá.

O que a nova teoria agora lançada afirma é justamente que não é possível existir um horizonte de eventos. Segundo seus autores, a destruição de toda a informação da matéria que ultrapassa o horizonte de eventos vai contra as leis da mecânica quântica. Esse é um dos maiores paradoxos da astrofísica, para o qual a teoria atual não possui soluções satisfatórias.
Se os buracos negros existirem, a informação gerada no seu estado inicial irá desaparecer no próprio buraco negro por meio da emissão de um jato de radiação termal que não carrega nenhuma informação sobre o estado inicial.

O que os físicos agora propõem é que qualquer massa que se aproxima do horizonte de eventos do buraco negro encolhe de tamanho, mas nunca "cai no buraco" no sentido que se atribuía até agora, devido à radiação pré-Hawking, uma radiação não-termal que contém informações sobre a natureza do que está sendo destruído. A partir dessa radiação não-termal é possível reconstituir a matéria que teria caído no buraco negro - logo, um buraco negro não destrói totalmente a informação, porque nada cai nele realmente.
Os físicos não negam as inúmeras observações já feitas por astrônomos e astrofísicos, que verificaram a existência de gigantescas forças gravitacionais mantendo unida uma quantidade inimaginável de matéria - o que hoje é descrito como um buraco negro. Mas, segundo eles, "do ponto de vista de um observador externo, leva uma quantidade infinita de tempo para se formar um horizonte de eventos e o relógio para os objetos caindo no buraco negro parece diminuir seu ritmo até zero."

Se, ainda assim, os buracos negros realmente existirem, continuam os pesquisadores, então sua formação somente poderá ter acontecido no início do tempo.

quinta-feira, maio 17, 2007

Vulcano pode existir

Cientistas da NASA, participantes da missão PlanetQuest (Caçador de Planetas), afirmaram que uma nova sonda espacial será capaz de detectar o planeta Vulcano, idealizado na famosa série Jornada nas Estrelas. Vulcano é o planeta natal do Spock - certamente o personagem-símbolo de toda a série.

Em uma carta publicada em Julho de 1991 na revista Sky & Telescope, o autor da série Jornada nas Estrelas, Gene Roddenberry, afirmou que Vulcano seria um planeta de 40 Eridani. 40 Eridani é na verdade um sistema triplo, composto por três estrelas, localizadas a 16 anos-luz da Terra. A mais provável localização de um planeta seria ao redor da 40 Eridani A, uma pequena estrela vermelho-alaranjada ligeiramente menor e mais fria do que o nosso Sol.

Cientistas do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA e da Universidade do Colorado uniram esforços para confirmar duas questões: É possível haver realmente um planeta em 40 Eridani A? E, se ele existir, a sonda PlanetQuest poderá detectá-lo?

A resposta foi positiva para as duas questões. Como as três estrelas do sistema estão muito distantes umas das outras [centenas de unidades astronômicas - a distância entre a Terra e o Sol], seria possível que um planeta de massa similar à Terra possa se formar ao redor da estrela primária, 40 Eridani A.

Para que exista vida em Vulcano, o planeta deverá estar em uma órbita bem precisa ao redor de sua estrela - a uma distância que permita a existência de água em forma líquida. A água é um ingrediente essencial para que qualquer organismo tenha vida longa e prospere. No caso da estrela 40 Eridani A, essa órbita deverá estar ao redor de 0,6 unidades astronômicas - o que os cientistas chamam de zona habitável.

Quando questionados a respeito da aparência de um habitante de Vulcano, os pesquisadores afirmaram que eles seriam pálidos. Uma estrela anã de classe K emite sua luz em um comprimento de onda mais avermelhado comparado com o nosso sol, de forma que seria difícil pegar um bronzeado lá.

sexta-feira, maio 11, 2007

Muito Quente

Perto dele até algumas estrelas parecem frias. O mais quente dos planetas já descobertos teve sua temperatura calculada por pesquisadores norte-americanos. O HD 149026b, localizado a 279 anos-luz da Terra, chega a 2.000ºC, o equivalente a três vezes a temperatura de Mercúrio.


Utilizando o telescópio espacial Spitzer, da agência espacial Nasa, a equipe da Universidade da Flórida Central, determinou a quantidade de luz emitida pelo planeta e, a partir daí, conseguiu estimar a temperatura. O exoplaneta absorve praticamente toda a luz estelar que chega à sua superfície e a irradia de volta para o espaço na forma de radiação infravermelha.

Para ter tamanho grau de absorção, o planeta, localizado na constelação de Hércules, deve ter a superfície escura como carvão, emitindo uma tênue luz vermelha, como se fosse uma grande esfera incandescente.

Segundo o estudo, o HD 149026b contém níveis de elementos pesados mais altos que todos os planetas do nosso Sistema Solar combinados. Apenas seu núcleo deve ter mais de 90 vezes a massa da Terra.

Descoberto em 2005, é um pouco menor que Saturno, que tem cerca de nove vezes o diâmetro da Terra. De acordo com os cientistas, o HD 149026b está fora da escala de temperatura esperada para planetas. Ou seja, não se sabe como o planeta ficou tão quente.

Uma hipótese, de acordo com cientistas, é que existam na atmosfera do planeta metais como titânio e vanádio em suas formas gasosas. Esses metais apresentam alta capacidade de absorção de luz visível. A hipótese é reforçada pelo fato de que o HD 149026b orbita uma estrela muito rica em metais, o que explicaria a abundância de metais pesados no planeta.

sexta-feira, maio 04, 2007

Chuva de Meteoros

A chuva de meteoros η (eta) Aquarídeos, que acontece de 21 de abril a 12 de maio, tem seu pico de intensidade na madrugada deste sábado (5 de maio). Nesse período, os interessados poderão observar um meteoro em intervalos de poucos minutos, se instalados em locais de pouca luminosidade. A Lua, em fase minguante, compromete um pouco a observação, apagando os meteoros menos brilhantes.

Essas “estrelas cadentes”, como as chuvas de meteoros são popularmente conhecidas, são chamadas de eta Aquarídeos porque se manifestam na constelação do Aquário. Vista da Terra, preferencialmente a olho nu, a chuva de meteoros parece se originar de um único local, junto ao asterismo do Jarro d’Água, em Aquário. Esse ponto é chamado de radiante da chuva. No sábado, às 5h29, o radiante estará 48º acima do horizonte na direção leste-nordeste, melhor posição para a observação. Aquário nasce por volta das 2 horas.

A chuva de meteoros, que causa a impressão de um enxame de estrelas cadentes sobre a Terra, é resultado da entrada de pequenos corpos desprendidos de cometas e asteróides na atmosfera do planeta. Em seu movimento de translação, a Terra cruza algumas órbitas de cometas, astros associados a essas chuvas.

Eta Aquarideos resulta da passagem da Terra por uma esteira de fragmentos liberada pelo cometa 1P/Halley, especialmente em sua última passagem pelas proximidades do Sol, em 1985/86. O rastro formado uma faixa irregular está diretamente associado à intensidade das chuvas. A parte mais densa da esteira de restos, por exemplo, é responsável pelo pico das atividades que, no caso de Eta Aquarídeos, ocorre neste sábado. Esse mesmo rastro de fragmentos em órbita é cruzado pela Terra em outubro, quando a chuva de meteoros é vista no interior da constelação de Órion, originando os Orionídeos.

terça-feira, abril 24, 2007

Encontrado planeta habitável fora do Sistema Solar

Cientistas de três centros de pesquisa – um francês, um português e outro suiço – descobriram o primeiro planeta fora do sistema solar que, por suas características de temperatura e composição, pode ser habitado.

De acordo com o Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS) da França, o planeta está a 20,5 anos-luz da Terra, na constelação de Libra, e gira em volta de uma estrela anã vermelha, a Gl581, uma das mais próximas de nosso sistema solar. Segundo os modelos usados pelos pesquisadores – que trabalharam em conjunto com o Observatório de Genebra e o Centro de Astronomia de Lisboa -, a temperatura se mantém entre 0 e 40 graus Centígrados, compatível com a presença de água líquida na superfície. Uma condição básica para a existência de vida tal como a conhecida na Terra.

O planeta parece ter uma constituição rochosa, coberta por um oceano, como na Terra, e leva 13 dias para percorrer sua órbita entorno da estrela Gl581. A gravidade na sua superfície é 2,2 vezes maior que a da Terra, a sua massa é cinco vezes superior à do nosso planeta e o seu raio é 1,5 vez maior.

Diante das condições de temperatura e da proximidade do sistema solar, a equipe de cientistas que fez a descoberta considera que se trata de um planeta apto a receber missões dedicadas a investigação de vida extraterrestre, em particular com o satélite de Darwin, que tem lançamento previsto pela Agência Espacial Européia para 2015.

Os mesmos pesquisadores já haviam localizado em 2005 outro planeta do sistema dessa mesma estrela, que percorre sua órbita em 5,4 dias. Agora, também perceberam um terceiro, que leva 84 dias para dar uma volta em torno da Gl581.

Para fazer estas descobertas, os astrônomos utilizaram um aparelho de última geração, instalado no telescópio gigante de La Silla, em pleno deserto do Atacama, no Chile.

quinta-feira, março 08, 2007

Matéria Escura

Pesquisadores podem ter descoberto por que algumas galáxias pequenas em torno da Via Láctea e da galáxia de Andrômeda são tão ricas em matéria escura, o material invisível que forma a maior parte do Universo. A resposta está nas galáxias maiores e mais luminosas em suas proximidades. Simulações indicam que as coronas de milhões de graus em torno dessas galáxias maiores podem ter arrancado boa parte do gás visível em suas vizinhas mais jovens, enquanto deixavam matéria escura para trás.
Cientistas acreditam que todas as galáxias, grandes e pequenas, devem ter começado da mesma forma - como uma concentração de matéria escura com um disco de matéria visível no centro. No entanto, certas galáxias pequenas, chamadas esferoidais anãs, são escuras demais para seu tamanho; algumas contêm cerca de 100 vezes mais matéria escura por estrela que a Via Láctea e são milhões de vezes menos luminosas. Elas também tendem a se agrupar em torno de galáxias maiores, como a nossa. A grande questão é por quê isso acontece.
Em novas simulações computadorizadas da formação de galáxias, cientistas da Universidade de Zurique descobriram que há 10 bilhões de anos, as mais escuras entre as esferoidais atuais estavam se formando em torno de galáxias grandes envoltas no mesmo meio, contendo gás visível e matéria escura - de forma muito parecida com a que os planetas se formam ao redor de uma estrela. Mas elas foram puxadas para órbitas ao redor da galáxia central antes de suas semelhantes.
Uma vez ali, de acordo com as simulações do grupo, a gravidade da galáxia central e a pressão da coroa quente ao redor dela se combinaram e acabaram expulsando a maior parte do gás tremeluzente das galáxias menores. Apenas algumas estrelas remanescentes restaram em cada concentração de matéria escura correspondente às galáxias menores. A radiação ultravioleta, que permeava o Universo naquela época, teria aquecido o gás visível das esferoidais, diminuindo sua atração pelas galáxias pequenas e portanto facilitando seu escape, relata o grupo. Este é o primeiro modelo a explicar por que as esferoidais são ao mesmo tempo escuras e próximas a galáxias maiores.

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Olhe para o Céu

Observadores no Hemisfério Sul têm a oportunidade de ver o brilho do cometa McNaught logo após o pôr-do-sol desta segunda-feira até provavelmente o fim de janeiro. Quem quiser apreciar o fenômeno deve esperar o Sol baixar e olhar na direção do poente, de um local onde o horizonte esteja desobstruído.
McNaught está perto da linha do horizonte, portanto poluição ou neblina podem impedir a observação do cometa. Há relatos de pessoas que já viram o fenômeno no Paraná, no Rio Grande do Sul e em São Paulo.
Nos próximos cinco dias, o cometa deve estar visível a olho nu. No entanto, à medida que se afastar do Sol, serão necessários instrumentos como telescópio ou luneta para vê-lo. Embora o cometa seja de tamanho médio, ele tem um brilho mais intenso do que o normal, pois está passando na linha entre a Terra e o Sol. Na última sexta-feira, quando podia ser obervado do Hemisfério Norte, McNaught fez sua passagem mais próxima ao Sol.
Este é o mais brilhante cometa visto da Terra em pelo menos 30 anos. O brilho intenso pode ajudar os pesquisadores a conseguir novas informações sobre a composição do cometa.
O objeto foi descoberto há cinco meses pelo astrônomo Robert McNaught, que lidera na Austrália uma pesquisa de observação de objetos próximos à Terra.

quarta-feira, novembro 01, 2006

Vida Longa ao Hubble

A Nasa enviará astronautas ao espaço, em 2008, para consertar o telescópio espacial Hubble, que durante mais de uma década foi responsável por imagens inéditas do Universo. O anúncio foi recebido com entusiasmo pelos funcionários do Centro Goddard de Vôo Espacial, em Maryland, onde desde 1990 se opera o telescópio.

A NASA tinha cancelado a missão de manutenção do Hubble depois do ônibus espacial Columbia ter explodido em 2003.

Depois do desastre da Columbia, cogitou-se uma missão com robôs que salvasse o Hubble, mas o plano teve de ser abortado por sua complexidade e custo.

A missão dará uma justa sobrevida ao Hubble, que durante anos proporcionou imagens incríveis do espaço, além de ajudar a Nasa na preparação do telescópio para sua queda final através da atmosfera da Terra, que será controlada. A missão de reparo será realizada em 2008.

O Hubble é um telescópio de 13,3 metros de comprimento, com um espelho primário de 2,4 metros de diâmetro, e permite a observação do Universo a 13 bilhões de anos-luz. No espaço, o telescópio já fez mais de 93.500 órbitas da Terra, tirou cerca de 750 mil fotos e observou cerca de 21 mil objetos.

Astrônomos do mundo todo esperam que a próxima missão de reparo permita que o Hubble continue operando até 2013, quando a Nasa lançará seu próximo grande observatório espacial, o James Webb Space Telescope (JWST).

quarta-feira, outubro 11, 2006

Caçando crateras com o Google Earth

Em março deste ano, o astrônomo amador Emilio Gonzáles começou a procurar por crateras na superfície da Terra, usando apenas o Google Earth. O programa, que utiliza fotos de satélites para mapear nosso planeta, permite visualizar em detalhes boa parte da superfície terrestre.
Gonzáles teve a idéia de "sobrevoar" a Terra, por meio do Google, procurando sistemas de múltiplas crateras que pudessem ser resultado de impactos de fragmentos de um mesmo objeto celeste. Ele começou em Kebira, localizada na Líbia. Esta é a maior cratera de impacto existente no deserto do Saara e, portanto, foi fácil de ser localizada usando o Google Earth. Gonzáles então decidiu dar uma olhada em volta dela para ver se detectava mais alguma. E, para sua surpresa, minutos mais tarde, sobre a fronteira Libia-Chade, ele viu aparecer mais duas.
Pelo menos uma das crateras observadas pelo astrônomo não haviam sido catalogadas antes. Infelizmente, as pesquisas de campo que poderiam confirmar se as crateras têm a mesma origem não poderão ser feitas tão cedo devido à guerra civil no Chade e a possibilidade de conflito entre este país e o Sudão.
Um grupo de geólogos também está estudando uma série de crateras existentes nos EUA, dispostas em linha reta, desde o Kansas até Illinois, passando pelo Missouri. Até o momento somente duas dessas crateras foram confirmadas como sendo resultado de impactos com idade aproximada de 300 milhões de anos.
Os geólogos fazem apenas um pedido aos interessados em seguir os passos de Gonzáles: não relatar nada sem verificar antes se a descoberta é realmente inédita.
Para quem quiser ver a cratera de Kebira, aponte o Google Earth para 24º40´N e 24º57´E numa altitude de 30 milhas.