segunda-feira, outubro 16, 2006

Células-tronco contra paralisia

Cientistas americanos relataram que células-tronco de fetos humanos, introduzidas em colunas de ratos, conseguiram atrasar o aparecimento de sintomas de uma doença neurológica motora, conhecida como mal de Lou Gehrig.
As novas células surgidas eram resistentes à doença, também chamada de esclerose lateral amiotrófica. Uma companhia já se associou aos pesquisadores e pretente usar lotes de células retiradas de fetos abortados como tratamento para várias doenças que causam paralisia.
Para o estudo, foi usada uma linhagem especial de ratos que sempre desenvolve os sintomas da esclerose lateral e morrem. Como os pacientes humanos, eles vão perdendo os movimentos gradualmente até que os músculos responsáveis pela respiração parem.
Não há cura para o mal de Lou Gehrig, cujas causas não são claras. Entretanto, a equipe do hospital Johns Hopkins, que participou do estudo acredita que introduzir novas células em um corpo doente pode ajudar a preservar a função muscular.
Foram usadas células de um feto com oito semanas, doado pela mãe após um aborto. As células-tronco são parcialmente desenvolvidas mas podem gerar uma variedade de tecidos diferentes caso sejam colocadas num ambiente propício.
As células retiradas de um feto abortado não são iguais a células embrionárias. As células fetais são consideradas um intermediário entre as embrionárias e as adultas. São mais maleáveis do que estas últimas e menos versáteis do que as primeiras. Na pesquisa realizada, as células foram retiradas da espinha, ou seja, já estavam a caminho de serem células do sistema nervoso, diminuindo o risco de rejeição.
As células foram injetadas apenas na parte inferior da coluna espinhal, devido à dificuldade de lidar com animais tão pequenos. Nenhum animal foi curado, já que a respiração é controlada pela parte superior da coluna, que não foi tratada. Mesmo com o tratamento, os ratos desenvolveram os sintomas e morreram, a diferença está na maior longevidade das cobaias.

Um comentário:

Renata disse...

Tenho muita esperança nas pesquisas com células-tronco, acho que elas merecem um olhar menos preconceituoso e livre de fanatismo religioso. Beijinhos!